Por que tanta corrupção no Brasil?

#Política

Certo dia estava lendo alguns comentários sobre corrupção no Brasil (mais precisamente a corrupção política) e me levou a refletir sobre a questão: Por que há tanta corrupção no Brasil?
Evidentemente que não é meu objetivo aqui levantar fatos históricos que ao longo dos mais de 500 anos de descobrimento vem acentuando nosso perfil social e político, mas, fazer uma análise um tanto pessoal do assunto. Isso te da todo direito de discordar de mim, é apenas meu ponto de vista baseado em fatos do dia-a-dia.

Num primeiro momento gostaria de evidenciar o que constantemente vemos e ouvimos principalmente nos períodos de campanha eleitoral, onde os mais diversos tipos de candidatos entram numa tremenda arena para a disputa dos postos mais cobiçados dos poderes executivo e legislativo, sejam eles federais estaduais ou municipais. E é interessante ver o povo reclamando do excesso de corrupção no país, nos absurdos cometidos pelos políticos quando estão no poder e pelo mau uso do dinheiro público.



No entanto, não paramos para pensar que os políticos são “o povo”, simplesmente porque vieram do povo.
Ora, não temos no poder o reflexo fiel da própria população? Por que eles se corrompem? E vou além... Será que faríamos diferente se estivéssemos no lugar deles?

Há certa hipocrisia quando se fala de corrupção. Evidentemente que não podemos generalizar, há muita gente honesta nesse mundo ainda e que não se corromperia de forma alguma, no entanto, quando analiso de uma forma geral o perfil do próprio povo, chego à conclusão que reclamamos de nós mesmos.

A imagem acima representa muito bem o que estou falando. As pessoas abominam os atos corruptos dos políticos com tanta veemência e indignação, mas tentam subornar as autoridades de trânsito quando cometem uma infração.  Não se trata de um paradoxo? Ou seria a teoria do “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” em plena execução?

Tenho a nítida percepção que o brasileiro tem uma ânsia desenfreada pela “barganha”, pela “esperteza” e pelo “jeitinho”, afinal, o “mundo é dos mais espertos”. É muito comum o funcionário faltar ao trabalho e apresentar ao chefe no dia seguinte um atestado (falso) emitido por um médico de igual adjetivo. Ora, isso não é corrupção?
São coisas pequenas e em minha opinião, tão erradas quanto as grandes armações políticas, e que se tornaram tão comuns no dia-a-dia, que o povo nem se da conta de que fazendo assim se tornam tão iguais quanto àqueles que os mesmos repudiam.

Por coisas “pequenas”, entenda-se por 
  • “furar a fila do banco”, 
  • “não devolver o troco que foi passado a mais” 
  • “não devolver um objeto perdido ao seu dono” 
  • ”Falsificar um documento”
  • “passar cheque sem fundo” 
  • “comprar e não pagar”
  • “tomar emprestado e não devolver”.
São tantas “coisinhas”, não é mesmo? 

Costuma-se rir daquelas pessoas que encontram na rua um celular ou uma carteira com dinheiro e devolvem ao seu dono. “-Ah, esse é bobo, eu não devolveria”, geralmente diz o “grande esperto” que outro dia estava reclamando de corrupção política. Mas o correto não é mesmo devolver? Não é seu! Não te pertence! No entanto ser honesto é sinônimo de “ser bobo”.

Em 2006 o IBOPE publicou uma pesquisa polêmica acerca da opinião do brasileiro sobre corrupção e ética e ao observar os dados da pesquisa chega-se a conclusão de que o povo tem os governantes que merece. Os resultados mostram que pelo menos 69% dos eleitores brasileiros já transgrediram alguma lei ou descumpriram alguma regra contratual de forma consciente e intencional para adquirir ganhos materiais e que 75% afirmaram que cometeriam algum dos 13 atos de corrupção avaliados pelo estudo se tivessem oportunidade. A pesquisa é grande, mas vale a pena ser analisada.

Para conferir a pesquisa do IBOPE na íntegra CLIQUE AQUI (será aberto em uma nova janela) 

Vivemos no país onde a desonestidade é sinônimo de esperteza e inteligência, sem exageros! Ou não somos o povo que compramos CD’s piratas, que fazemos “gato” na energia elétrica, na tv a cabo, na internet do vizinho ou ainda mentimos na declaração de IRPF? São tantas coisas não é mesmo? Se identificou com alguma delas? Responda a você mesmo e reflita!

Eu diria que, geralmente, os filhos são reflexo dos pais porque foram criados de acordo o perfil e normas de conduta de seus pais (ou de quem os criou) e carregam consigo princípios e valores, mesmo que estes mudem ao longo dos anos.  Os fiéis são reflexo de seu pastor (No sentido de normas de conduta, doutrina e usos e costumes), alunos reflexo de seus professores, mas o político, este certamente é reflexo do seu povo, é fruto do meio! E como já dizia o ditado: “O fruto não cai longe do pé!”.

Duro, não é mesmo? Mas é importante avaliarmos nossas atitudes para que possamos ter mais consciência na hora de exercer nossa cidadania, escolhendo nossos representantes. Precisamos ser exemplos aos nossos filhos, parentes, amigos e para a sociedade em geral. Quando todos tiverem uma postura realmente digna, certamente teremos líderes dignos governando nosso povo!

Referências
Por Elton Wagner Machado

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Computação em Nuvem

Trabalho.. Curso Técnico de Informática Nível Médio - 1º ano

A Vida