Virtualização

#Informática

Bom, Virtualização é tema integrante de minha monografia sobre Computação em Nuvem, aliás, o pilar de sustentação dela. Deixo abaixo uma síntese do assunto integrante de minha dissertação. Faltam algumas imagens que irei inserir depois, na medida do possível.

Segundo Ribeiro e Lopes (2009) a Virtualização nada mais é que a abstração da realidade e estão inseridas em vários segmentos do conhecimento, como por exemplo, a arquitetura e a engenharia que utilizam recursos de virtualização para a criação, testes e demonstração de seus projetos em um ambiente virtual para que se tornem uma apresentação próxima do real, jogos conectados aos movimentos do usuário, simuladores de vôos, educação à distância, simuladores de cirurgias e os inúmeros cursos virtuais na web. A própria computação utiliza desse recurso para virtualizar equipamento e softwares a exemplo da virtualização de servidores e estações de trabalho. Os exemplos são muitos, o que de fato comprova a importância dessa ferramenta para o início desse século. Para a virtualização é necessário que se crie uma máquina virtual, um clone da máquina real e que se tenha um monitor de máquina virtual ou hypervisor que também é conhecido como um sistema operacional que possui virtualização de ambientes e permite que outros sistemas operacionais sejam executados em suas máquinas virtuais.


A principal função da virtualização de desktop, por exemplo, é reduzir a dependência da máquina física no modelo cliente-servidor. A idéia principal desse ambiente virtualizado é armazenar em um servidor remoto e central todos os dados e aplicações necessárias ao usuário. Dessa forma, cada usuário poderá acessar esses dados de qualquer terminal na rede como se os dados estivessem armazenados naquele computador e todos os processos e programas também são executados nesse servidor central.

4.1 Técnicas de Virtualização

É importante que sejam conhecidas algumas técnicas de virtualização que de uma forma geral são uma camada de programas e/ou equipamentos que tem a função de criar um plano virtual baseado num plano real. Serão demonstrados aqui seis grupos segmentados.

4.1.1 Segmentação ou Particionamento

A técnica consiste em criar segmentos ou partições virtuais semelhantes ao recurso real. A técnica permite criar partições lógicas de um determinado componente, solução ou até mesmo de todo equipamento. A aplicação desta técnica pode ser feita na criação de discos virtuais, redes virtuais, servidores virtuais, memórias virtuais e canais lógicos.


Figura 1 - Segmentação / Particionamento


Benefícios:

• Melhor utilização dos recursos computacionais

• Melhor Gestão da carga de trabalho dos equipamentos

• Maior Flexibilidade ao utilizar os recursos e soluções

• Possibilidade de isolar ambientes operacionais e aplicações


4.1.2 Agrupamentos, Aglomeração ou Associação de Recursos Computacionais

Essa técnica permite que vários recursos computacionais ou ainda vários computadores sejam utilizados com um único recurso virtual. A idéia é fazer com que recursos sejam agregados e trabalhem como se fossem um só, como é o caso dos clusters onde vários computadores desempenham tarefas agregando os recursos e trabalhando como apenas uma máquina.


Figura 2 - Aglomeração / Associação / Agrupamento


Benefícios:

• Simplificação de gerenciamento dos ambientes operacionais

• A proteção dos investimentos

• Maior escalabilidade para as aplicações e os ambientes


4.1.3 Simulação/Emulação

Neste caso a técnica vai simular/emular componentes ou recursos computacionais usando componentes e recursos reais diferentes. Técnica muito utilizada para que sejam feitas emulações de sistemas operacionais em equipamentos que não sejam homologados ou para que seja feita a manutenção de sistemas operacionais antigos em equipamentos mais recentes.

Figura 3 - Simulação / Emulação

Benefícios:

• Proteger o investimento realizado

• Manter a compatibilidade entre aplicações e sistemas

• Aumentar a flexibili¬dade e a interoperabilidade para os ambientes operacionais

4.1.4 Isolamento

A técnica consiste em isolar componentes ou recursos computacionais que formam um complexo. Pode-se, por exemplo, isolar um processador de um equipamento multiprocessável, podendo assim fazer com que determinado processador seja alocado ou dedicado a uma determinada tarefa ou aplicação.

Figura 4 - Segregação / Isolamento

4.1.5 Substituição ou Inclusão

Essa técnica consiste em substituir ou incluir componentes ou recursos computacionais quando estes não estiverem funcionando corretamente, sem que haja interrupção nesse procedimento. Pode-se ter, por exemplo, um disco rígido virtual em modo de espera, caso o disco rígido real apresente qualquer interrupção, o disco rígido virtual imediatamente é acionado não deixando que os processos já iniciados sejam interrompidos. A técnica também pode ser aplicada em caso de problemas inesperados de consumo dos processadores, Capacity Upgrade on Demand (CUoD).

Figura 5 - Substituição / Inclusão
Benefícios:

• Colocar alta disponibilidade para os ambientes operacionais.

• Permitir alta flexibilidade para manutenções e emergências

• Atuar perante problemas de desem¬penho das aplicações e demandas sazonais de maneira paliativa e emergencial.


4.1.6 Hibridismo

Esse modelo permite a aplicação de várias técnicas de virtualização ao mesmo tempo com o objetivo de maximizar o potencial de cada uma delas. Pode-se citar com bom exemplo dessa técnica o Redundant Array of In¬dependent Drives (RAID) 6, com discos reservas, que está presente em todos os subsistemas modernos de armazenamento de dados em disco, juntando assim dois grupos de tecnologia: Agrupamento e Substituição.

Benefícios

• Segurança

• Alta disponibilidade e desempenho

• Maior Solidez a todas as soluções.



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